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Centro de Referência tem 97% de cura para casos de hepatite C

O Grupo Esperança ressalta que todas as ONGs, serviços de saúde e demais  parceiros devem fazer inserções, planejar ações ou questionar  nos serviços específicos, como entre outros de assistência aos diabéticos, conforme podemos observar na matéria do site oficial do estado do Paraná.

Mesmo que esses serviços específicos aleguem fazer a sorologia na admissão dos pacientes, insistir que façam novamente a testagem, considerando janela imunológica e infecções recentes.

Confira a matéria na integra: (Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba)

Depois de 20 anos tratando a diabetes, Sueli Maria Gelenski descobriu ter hepatite C, doença silenciosa e a mais letal entre os três tipos de hepatites (A, B e C). O diagnóstico foi feito através de um teste rápido, confirmado por exames laboratoriais, pelo Centro de Orientação e Aconselhamento (COA), da Secretaria Municipal da Saúde.

A boa notícia para dona Sueli e também para todas as pessoas diagnosticadas antes da fase avançadas da doença, é que atualmente existe tratamento eficaz e gratuito para hepatite C. Em Curitiba, a taxa de cura da doença nos casos tratados pelo COA é de 97%.

O COA oferece testagem rápida, tratamento e acompanhamento das hepatites B e C, além de HIV e Sífilis. Qualquer pessoa pode entrar no prédio, no bairro São Francisco, no Centro, e pedir o teste rápido para o vírus. Uma picada no dedo e o resultado sai em menos de 30 minutos.

“Tenho plano de saúde e faço exames com frequência, e nunca nenhum médico me pediu testes de hepatite C. Não fosse o COA só iria descobrir numa fase muito avançada. Sou muito grata ao trabalho deles que é de excelência”, afirma Sueli.

Desde 2015, quando passou a distribuir o atual tratamento, 791 pessoas já foram atendidas, com uma taxa de 97% de cura da hepatite C. E, desde 2018, uma nova estratégia está sendo desenvolvida, com atuação da equipe para além dos limites do prédio, na Rua do Rosário.

Campanhas direcionadas a grupos de risco aumentam chance de prevenção e tratamento

Estima-se que 1,9% dos curitibanos têm o vírus da hepatite C e que 60% dos contaminados ainda não tenham sido diagnosticados.

Para tentar chegar mais rapidamente à essa população, nos dois últimos anos o COA tem direcionado a procura a grupos de risco, como diabéticos e dependentes químicos, para realizar testes e orientar o tratamento.

“Campanhas com púbico geral são importantes, mas para chegar mais rapidamente aos possíveis portadores do vírus temos procurado agir diretamente com grupos de risco”, diz a médica hepatologista Cláudia Ivantes. 

O diagnóstico de Sueli é resultado desse trabalho de campo numa ação do COA com grupos de diabéticos atendidos pela Rede Municipal da Saúde. Ela é frequentadora da Unidade de Saúde da Vila Guaíra onde recebe fitas de medição de glicose e por lá, foi avisada para comparecer a uma palestra do COA na Unidade.

Neste julho amarelo, mês de combate às doenças do fígado e Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais (28/7), o COA desenvolveu campanha e testagens rápidas nos 13 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) de Curitiba.

Do total de 294 testes feitos, 11 foram positivos (3,7%). “É um índice alto, mas ao mesmo tempo demonstra que a procura por grupos específicos é muito importante, fala a médica.

Se não houver tratamento, a hepatite C pode evoluir para fase avançada de fibrose e, em média, 20% para cirrose até surgimento de câncer de fígado.

Atendimento

O COA fica na Rua do Rosário, 144, São Francisco. O horário de atendimento é de 7h às 18h, de segunda à sexta-feira.
Para o teste rápido, não é necessário agendamento; para o tratamento medicamentoso, é preciso encaminhamento médico e que o paciente atenda ao protocolo adotado para a doença. 

Como se transmite a hepatite C

Silenciosa, a hepatite é uma doença causada por um vírus, transmitido por contato com sangue contaminado. As principais causas são transfusões de sangue antes de 1993 (quando ainda não havia teste para detecção da doença), agulhas e lâminas não esterilizadas em procedimentos estéticos (como manicure) e tatuagens, sexo sem proteção, compartilhamento de seringa.

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