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Nobel de Medicina para Descobridores do Vírus da Hepatite C é destaque no Fantástico

Matéria exibida em 11 de outubro inclui pacientes renais crônicos em Grupo de Risco

Com a brilhante participação do Dr. Drauzio Varela, a matéria exibida no Fantástico explicou com competência a importância da descoberta para a prevenção e o combate à Hepatite C, uma doença grave e silenciosa. Confira abaixo os principais destaques da reportagem:

A Hepatite C atinge 70 milhões de pessoas em todo o mundo (fonte OMS), sendo 700 mil casos estimados apenas no Brasil (fonte Associação Latino-americana para estudo do fígado). Antes da descoberta do vírus da Hepatite C,  os casos eram conhecidos como de Hepatite “não A, não B”.

Em 1989, a partir das pesquisas de Harvey Alter, Michael Houghton identificou os genes do novo vírus. Um pouco mais tarde Charles Rice desvendou o mecanismo causador da Hepatite C. Ele encontrou a região dos genes responsável pela multiplicação do vírus e, assim, abriu caminho para a descoberta do tratamento.

Pesquisadores do laboratório chefiado por Charles Rice na Universidade Rockfeller em Nova Iorque, participam de um estudo para o desenvolvimento de uma vacina, incluindo a virologista brasileira Mariana Batista.

Os tratamentos anteriores eram agressivos, com fortes efeitos colaterais e baixa taxa de cura. Como a combinação de Interferon + Ribavirina usados em 2008.

A última geração de tratamento antiviral está disponível no mercado há cerca de 10 anos e revolucionaram o tratamento da doença. Hoje eles são oferecidos pelo SUS para todos os brasileiros com taxa de cura superior a 95%.

Especialistas defendem que a testagem feita por meio de um simples exame de sangue seja ampliada. É um diagnóstico simples e a testagem deve ser aplicada para todos os brasileiros acima de 50 anos. A Hepatite C é a maior causa de câncer de fígado e o câncer de fígado é a sexta causa de câncer no país e só aumenta.

O Ministério da Saúde defende que não existe subnotificação no Brasil, e sim um subdiagnóstico.

O MS alerta que pessoas com diabetes, doença renal crônica e que fizeram transfusão de sangue antes de 1993 precisam ser testadas, independentemente da idade, devendo procurar o SUS. Foram décadas de evolução constante da medicina que permitiram salvar a vida de milhões de pessoas, o mais importante prêmio dos vencedores do Prêmio Nobel.

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