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Nota técnica orienta atuação de enfermeiros no diagnóstico das hepatites B e C

Documento foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem

O Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), divulgaram nesta semana, nota técnica para orientar a atuação dos profissionais enfermeiros na estratégia do acesso ao diagnóstico das hepatites B e C. O documento ratifica a ação do enfermeiro no compromisso com a eliminação das hepatites virais e ressalta a atuação desse profissional de saúde na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais que regem a profissão. 

Segundo, o diretor do Departamento das Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI-SVS), Gerson Pereira, o momento vivido no mundo e no Brasil em decorrência da pandemia da Covid-19, sugere transformações e novos desafios à sociedade e na saúde.  O diretor destaca ainda, que o documento é fundamental para fomentar as ações de prevenção, rastreio, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes com hepatites virais, principalmente, no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). 

“Mesmo durante a pandemia, com tantas dificuldades e enfrentamentos, foi possível garantir o abastecimento de medicamentos para hepatites virais. Agora, com um plano em conjunto com o Cofen enfatizamos a importância dos enfermeiros nas ações e nos cuidados às pessoas com hepatites”, afirmou Pereira. 

Dentre os pontos da nota técnica Nº 369/2020 estão o respaldo legal aos enfermeiros para a execução de testes rápidos e solicitação de exames complementares; o cuidado da enfermagem na atenção às hepatites virais nas unidades de saúde; o apoio na assistência, no ensino e na pesquisa; a possibilidade desses profissionais identificar pessoas com hepatites B e C ou em risco de infeção pelo HBV e HCV. Ainda, a nota recomenda que as os enfermeiros encaminhem as pessoas diagnosticadas com hepatite B ou C para o tratamento com o médico da APS ou Serviço de Assistência Especializada.

“Consideramos que a Nota Técnica é um avanço para a ampliação do acesso ao diagnóstico, das Hepatites B e C, pois implementa estratégias ao tratamento e agrega uma grande potencialidade para eliminação das hepatites como problema de saúde pública, inserindo o profissional enfermeiro na atenção direta às hepatites virais, ampliando o rastreamento dos agravos, reduzindo o tempo entre a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento”, afirmou o presidente do Cofen. 

O diretor do Ministério da Saúde, Gerson Pereira ressaltou ainda que a parceria com o Cofen é fruto da bandeira em prol da discussão do papel das enfermeiras e enfermeiros para o sucesso da política de combate às hepatites virais, a partir de atuações e debates em congressos, seminários internacionais, campanhas, webinares. “Historicamente a atuação da enfermagem é marcada por grandes desafios, que em geral colocam esses profissionais na frente de batalha, liderando e gerenciando as equipes e ações de saúde. Com os profissionais que sempre estão na frente de batalha, não será diferente a sua atuação na missão de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública do Brasil”, afirmou. “Essa Nota Técnica é, para o DCCI, um marco e fruto de uma parceria de um trabalho importantíssimo com o Cofen e será o início de um grande movimento que será conduzido conjuntamente”, completou. 

DADOS

Entre 2019 e junho de 2020, o Ministério da Saúde distribuiu 58.705 tratamentos para hepatite C, ultrapassando a marca de mais de 125 mil pessoas tratadas com os novos antivirais de ação direta (DAA).

 De acordo com o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2020, a hepatite C apresenta queda no coeficiente de mortalidade e no número de óbitos, desde 2015. Em 2014, foram registrados 2.087 óbitos relacionados a hepatite C, já em 2018 foram 1.574 mortes, restando uma queda de 25% no número de óbitos por hepatite C, neste período.

Em 2019, o maior percentual de casos notificados de hepatite B ocorreu entre as pessoas de 60 anos ou mais (14,6%). O grupo etário acima de 60 anos ou mais foi o único que apresentou aumento nas taxas de detecção nos últimos dez anos com taxa passando de 6,1 casos para 7,3 a cada 100 mil habitantes. Em 2018 e 2019, a maior taxa de detecção da hepatite B foi observada em homens na faixa etária dos 50-54 anos, sendo de 16 casos por 100 mil habitantes e 14,6 casos por 100 mil habitantes, respectivamente. 

Fonte: http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/nota-tecnica-orienta-atuacao-de-enfermeiros-no-diagnostico-das-hepatites-b-e-c

2 comentários

  1. Pois eh, infelizmente tive hepatite C , em 2016 , fui tratada .
    Em 2019 surgiu um nódulo no meu fígado (melan- A)
    Estou fazendo quimeoterapia a cada 21 dias .
    Estarei fazendo a segunda , e novos exames .

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    1. Infelizmente muitas pessoas, mesmo com a ação do vírus C negativada com os novos medicamentos que foram disponibilizados no Brasil a partir de 2015, apresentaram nódulos depois se um tempo.
      No entanto, o que pese as dificuldades no tratamento quimioterápico, a maioria conseguiu superar e hoje vivem com qualidade de vida.
      E com você não será diferente, força e fé que também irá superar.
      Como praticamente há apenas 2 anos, todos que descobrem portadores do HCV têm acesso ao tratamento pelo SUS, antes disso para ter esse acesso tinham que já ter um grau importante de comprometimento do fígado, e sem um monitoramento adequado, e diga-se., nenhuma culpa ao paciente, pois raramente apresenta sintomas nessa forma evolutiva, pq ara que isso não aconteça mais, ao menos sem um diagnóstico precoce de o que torna bem mais simples tratar, é que estamos necessitando da criação de um fluxo padrão na rede de atenção das 3 esferas da saúde, ou seja,, a implementação do Protocolo Clínico e de Diretrizes Terapêuticas para a cirrose hepática – PCDT.
      Estamos batalhando junto com o MS para tanto, e temos o apoio da Sociedade Brasileira de Hepatologia e Instituto Brasileiro do Fígado, e nessas tratativas ricos felizes com o entendimento mostrado por alguns departamentos e secretarias só MS.
      Se Deus quiser, brevemente a atenção às pessoas com cirrose hepática será ampliada da forma que precisa e merece.

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